Paulinho da Viola
PAULINHO DA VIOLA
A elegância de um mestre que transformou tradição, memória e sentimento em samba
Paulo César Batista de Faria, o Paulinho da Viola, nasceu em 12 de novembro de 1942, no Rio de Janeiro. Filho do violonista César Faria, integrante do conjunto Época de Ouro, cresceu em uma casa frequentada por grandes nomes do choro, entre eles Jacob do Bandolim e Pixinguinha. Nesse ambiente, aprendeu violão e desenvolveu uma relação profunda com a tradição musical brasileira. (dicionariompb.com.br)
Sua entrada definitiva no universo do samba aconteceu ao se aproximar da Portela, onde conviveu com mestres como Monarco, Manacéa e Casquinha. Foi nesse período que recebeu de Zé Kéti o nome artístico Paulinho da Viola. Em 1965 participou do histórico espetáculo Rosa de Ouro, ao lado de Clementina de Jesus e outros importantes artistas, ampliando sua presença na cena musical carioca.
Em 1969 venceu o Festival da Record com “Sinal Fechado”, composição que se tornaria um clássico da MPB. Vieram depois sambas fundamentais como “Foi um Rio que Passou em Minha Vida”, “Argumento”, “Dança da Solidão”, “Onde a Dor Não Tem Razão”, “Coração Leviano” e “Pecado Capital”. Sua obra combina melodias sofisticadas com versos delicados sobre amor, tempo, saudade e as transformações da vida.
Paulinho também desempenhou papel essencial na preservação da memória do samba. Em 1970, produziu o álbum Portela, Passado de Glória, reunindo integrantes da Velha Guarda e ajudando a registrar um repertório que permanecia principalmente na tradição oral das rodas e terreiros da escola.
Compositor, cantor, violonista e cavaquinista, Paulinho da Viola tornou-se sinônimo de elegância e respeito às raízes. Sua música mostra que preservar a tradição não significa permanecer no passado: é conhecer profundamente de onde o samba veio para fazê-lo seguir adiante.

