Jorge Aragão

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JORGE ARAGÃO

O poeta do samba que transformou sentimentos em grandes clássicos

Jorge Aragão da Cruz, o Jorge Aragão, nasceu em 1º de março de 1949, no Rio de Janeiro. Cantor, compositor e instrumentista, começou sua trajetória tocando em conjuntos de baile e chegou a servir na Aeronáutica como corneteiro. Sua aproximação definitiva com o samba aconteceu nas rodas do Cacique de Ramos, onde conviveu com uma geração que mudaria os caminhos do gênero.

No final dos anos 1970, passou a compor e tocar ao lado de nomes como Almir Guineto, Bira Presidente, Ubirany e Sombrinha. Dessa convivência nasceu o Fundo de Quintal, do qual Jorge participou da formação inicial e do primeiro álbum, Samba é no Fundo de Quintal, lançado em 1980. Pouco depois, deixou o conjunto para construir sua carreira solo.

Antes mesmo disso, suas composições já chamavam atenção. Elza Soares gravou “Malandro”, e Beth Carvalho transformou sambas como “Vou Festejar” e “Coisinha do Pai” em grandes sucessos. Com o passar dos anos, Jorge tornou-se um dos compositores mais respeitados do país, com músicas interpretadas por artistas de diferentes gerações.

Seu repertório reúne verdadeiros clássicos, entre eles “Coisa de Pele”, “Do Fundo do Nosso Quintal”, “Enredo do Meu Samba”, “Coisinha do Pai” e “Vou Festejar”. Em 1999, o álbum Jorge Aragão ao Vivo vendeu cerca de 800 mil cópias, consolidando também seu enorme sucesso como intérprete.

Com sua voz marcante e uma poesia capaz de falar de amor, cotidiano, amizade e identidade, Jorge Aragão tornou-se referência para várias gerações. Mais do que cantar samba, ele ajudou a construir parte de seu repertório moderno — fazendo de cada verso uma conversa íntima entre o compositor e o povo.

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