Partido em 5

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PARTIDO EM 5

O samba paulista em forma de resistência, memória e partido-alto

O Partido em 5 ocupa um lugar especial na história do samba de São Paulo. Surgido na efervescência cultural paulistana dos anos 1970, o conjunto reuniu sambistas ligados à tradição das rodas, do partido-alto e do samba feito nos bairros da cidade. Sua trajetória está diretamente relacionada a um período de afirmação do samba paulista, quando compositores, intérpretes e músicos buscavam ampliar os espaços para uma produção que possuía identidade própria.

Entre os nomes que fizeram parte de sua história estão Toniquinho Batuqueiro, Jangada, Magnu Sousá, Aluízio Machado e Zé Maria, em diferentes momentos e formações. Mais do que buscar apenas o sucesso comercial, o grupo tornou-se espaço para compositores mostrarem seus sambas e preservarem uma maneira de tocar profundamente ligada às rodas e à cultura popular.

O nome Partido em 5 traduzia essa essência: o partido-alto como ponto de encontro entre composição, improvisação, percussão e convivência. Seus registros fonográficos tornaram-se documentos importantes de uma cena que durante muito tempo recebeu menos atenção da indústria musical do que o samba produzido no Rio de Janeiro.

O grupo também está inserido em uma geração fundamental para a consolidação da identidade musical paulistana, ao lado de artistas e compositores que fizeram do samba uma forma de contar a cidade, seus bairros, suas comunidades e a experiência da população negra de São Paulo.

Mesmo sem alcançar a mesma exposição nacional de outros conjuntos, o Partido em 5 conquistou respeito entre pesquisadores, colecionadores e amantes do gênero. Sua importância está justamente em representar o samba que sobrevive pela roda, pela memória e pela transmissão entre sambistas — um patrimônio construído longe dos holofotes, mas muito perto das raízes.

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