Dudu Nobre

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DUDU NOBRE

O cavaquinho que une tradição, partido-alto e carnaval

João Eduardo de Salles Nobre, o Dudu Nobre, nasceu em 6 de novembro de 1973, no Rio de Janeiro. Criado em uma família profundamente ligada ao samba, conviveu desde pequeno com grandes nomes do gênero nas rodas promovidas por seus pais, como Beth Carvalho, Nelson Cavaquinho, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e integrantes do Fundo de Quintal. Aos cinco anos já tocava cavaquinho e também estudou piano clássico, teoria musical e chorinho.

Sua relação com o carnaval começou ainda criança. Participou de escolas de samba mirins como compositor e intérprete e, aos dez anos, já conquistava samba-enredo em parceria com Beto Sem Braço. Mais tarde, tornou-se frequentador das rodas do Cacique de Ramos, ambiente fundamental para sua formação como sambista.

Antes da carreira solo, Dudu trabalhou como cavaquinista de Dicró, Pedrinho da Flor e Almir Guineto. Aos 19 anos passou a integrar a banda de Zeca Pagodinho, permanecendo ao seu lado por cerca de seis anos em shows e viagens pelo Brasil e exterior. Como compositor, também teve músicas gravadas por Zeca, entre elas “Posso Até Me Apaixonar”.

Em 1999, lançou seu primeiro álbum, Dudu Nobre, iniciando uma carreira marcada por sucessos como “A Grande Família”, “No Mexe Mexe, No Bole Bole” e “Lá Vem Ela”. Também dedicou parte importante de sua obra aos sambas-enredo, mantendo forte ligação com o carnaval e conquistando disputas em grandes escolas.

Cantor, compositor e instrumentista, Dudu Nobre pertence a uma geração que recebeu o samba diretamente das mãos dos grandes mestres e ajudou a levá-lo ao século XXI. Com seu cavaquinho e sua maneira alegre de cantar, mantém viva a ponte entre as antigas rodas, o partido-alto, a avenida e as novas gerações do samba.

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