SAMBISTAS DE FATO
Vamos conhecer um pouco mais da história do nosso samba, grandes nomes, grandes artistas, grandes Sambistas de Fato!
Almir Guineto é o nome artístico de Almir de Souza Serra, nascido no Rio de Janeiro em 12 de julho de 1946.
Membro fundador do Fundo de Quintal, foi um dos maiores representantes do samba de raiz, inovando no gênero ao introduzir o banjo adaptado com um braço de cavaquinho.
Destacou-se também pelo modo extremamente original de executar o instrumento, afinando-o à moda das últimas cordas do violão e palhetando-as velozmente, fazendo-as tremular conforme o suingue do repique de mão e do tantã.
Entre seus principais sucessos, destacam-se “Caxambu”, “Conselho”, “Jibóia”, “Lama nas Ruas”, “Mel na Boca”, “Insensato Destino” e “Coisinha do Pai”.
Na década de 1970, Almir já era mestre de bateria e um dos diretores da Salgueiro e fazia parte do grupo de compositores que freqüentavam o Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos.
Em 1979, Almir mudou-se para a cidade de São Paulo para se tornar o cavaquinista dos Originais do Samba. Lá fez “Bebedeira do Zé”, sua primeira composição gravada pelo grupo, onde a voz do Sambista aparece puxa o verso “Mas dá um tempo na cachaça, Zé/ Para prolongar o seu viver” e a sambista Beth Carvalho gravou algumas composições de Guineto, como “Coisinha do Pai”, “Pedi ao Céu”‘ e “Tem Nada Não”.
Almir Guineto nos deixou em 5 de maio de 2017, no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações provocadas por insuficiência renal crônica. A doença havia sido diagnosticada no final de 2015, e desde junho de 2016 o sambista estava afastado dos palcos.
Dentre os verdadeiros sambistas e amantes do banjo, Almir Guineto é a pura referência musical no estilo. Inigualável no seu timbre de voz rouca que encantava ao se apresentar. Bamba dos Bambas!
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